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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A informação ambiental e a ética. A informação não é neutra.




Dependendo das estratégias de negócio ou dos interesses, a informação tenderá mais para um lado ou outro da verdade. A verdade não é capaz de se oferecer por inteira, por uma característica da própria natureza humana. Podemos até apreender toda a verdade, por exemplo, saber da existência de bilhões de estrelas no universo, mas somos incapazes de conhecer a todas elas, então, precisamos colocar foco na estrela ou na parte do Universo que conseguimos conhecer, ou que nos interessa conhecer.
Outra característica importante é sobre a ética. Não se trata de um conjunto de regras congeladas, então a ética muda de acordo com o tempo, o lugar, os interesses de uma sociedade ou corporação, na melhor das hipóteses, numa tentativa de buscar o que é aceitável ou não para aquele determinado segmento de público, tempo e lugar.
A mentira, por exemplo, é quase que eticamente inaceitável por qualquer ângulo que se olhe. Entretanto, existem várias maneiras de mentir, ou omitir ao se dizer só uma parte da verdade. E aqui se abre um vão enorme por onde a informação pode ser torcida, distorcida, manipulada, de acordo com o interesse de quem detém o poder sobre o que interessa ou não divulgar. Ao analisarmos algum aspecto da verdade tendemos a fazê-lo por partes, como uma espécie de técnica do farol, em que lançamos luz sobre o aspecto da verdade que nos interessa evidenciar e deixamos os demais aspectos nas sombras.
Informar ao publico é fazer escolhas, sobre que aspectos da verdade achamos que um determinado público de interesse quer saber. Portanto, é escolher uma parte da verdade e descartar as outras. Técnica e eticamente não é mentir, mas também não é dizer toda a verdade.
Assim, existirá a informação sobre sustentabilidade que interessará ao empresário, ou ao terceiro setor, ou ao governo, ou ao público infantil, ou feminino, ou ao consumidor, e assim por diante. Para cada um desses segmentos existirá uma ética diferenciada de informar. Todas meio verdadeiras, por que expressam uma parte da verdade, mas, olhando por outro ângulo, todas meio mentirosas por que não dão conta de mostrar a verdade por inteiro.
A saída para este impasse ético e para assegurar o acesso a outros aspectos ocultos da verdade é a democracia, que permite a existência de diferentes veículos de comunicação sobre o mesmo tema, no caso aqui, o ambiental. A existência de uma mídia ambiental diferenciada é fundamental para a sustentabilidade e para a própria democracia, por que só a partir das informações e dos valores diferentes dos que recebe hoje a sociedade será capaz de fazer escolhas diferentes para o futuro.
Uma mídia ambiental que foque sua pauta nas boas práticas, nas boas notícias do que o governo ou os empresários estão fazendo cumpre um importante papel de renovar esperanças, consolidar tendências de investimentos na mudança no rumo da sustentabilidade ou divulgar novas tecnologias e certamente ira agradar grande parte dos financiadores deste tipo de informação.
Já a mídia ambiental cujo olhar é mais focado em políticas públicas, nas agressões à natureza e de como a sociedade civil reage a estas agressões, certamente não agradará tanto ao mercado ou aos governos e, apesar de ter assegurado seus nichos de público interessados, sofrerá mais para obter financiamento por parte daqueles que não gostam de se ver criticados pelas agressões à natureza ainda que em nome do progresso de todos.
Para contrabalançar esta tendência, o Governo deveria dispor e oferecer políticas e financiamentos que assegurassem o acesso da sociedade à democratização da informação ambiental, pois existe uma enorme diferença entre a informação que o público quer e se dispõe a pagar por ela e a informação que o público precisa, mas nem sempre se dispõe a pagar para ter.
Por isso a necessidade das políticas públicas, que, no Brasil, ainda são incipientes e subordinadas às regras do mercado. A atual política de governo mede um veiculo de comunicação não pelo tipo de informação que distribui, mas pela quantidade de público que consegue atingir, o tal CPM (custo por mil), assim, só os grandes veículos de comunicação, com grandes tiragens, é que conseguem financiamento público.
Fonte: Revista Ecológica

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

7 atitudes para você decolar

Respeito, tolerância, ética, comprometimento, disciplina, perseverança e solidariedade. Esses são os sete valores pessoais praticados por quem deseja alcançar o sucesso na vida. A conclusão é de José Renato Sátiro Santiago Jr., doutor em engenharia pela Universidade de São Paulo (USP) com mais de 20 anos de experiência na área de gestão de pessoas. "Além dessas sete competências, acrescentaria a pontualidade, que é a capacidade de cumprir prazos e partilhar práticas de sucesso", explica o expert.

Tânia Regina Sanches, consultora de Recursos Humanos, concorda e fala que as pessoas devem ter o mesmo comportamento em casa, no trabalho, na escola dos filhos ou onde quer que estejam. "Não adianta perseverar, se comprometer e ser uma profissional respeitosa no trabalho, mas na vida pessoal passar por cima dos outros, não cumprir prazos e ser intolerante com o comportamento alheio. É preciso trabalhar suas características integralmente e atuar com elas em todos os lugares." A seguir, você vai entender como esses valores são importantes - aja de acordo com eles para chegar aonde você quer.

1. RESPEITO
Num mundo em que a diversidade de opiniões, atitudes e comportamentos ganha cada vez mais destaque, é importante usar as diferenças como uma oportunidade para aprender com o outro. "O respeito vem em primeiro lugar. E, principalmente, o respeito por si mesmo para não se submeter a situações constrangedoras e exploratórias que, muitas vezes, acabam com a nossa autoestima", argumenta Tânia Regina Sanches. Suas relações devem ser pautadas pelo respeito ao ponto de vista do outro. E isso vale tanto dentro como fora do seu lar e até na formação dos filhos. Todos sabem que crianças seguem exemplos e os positivos são os melhores para educar alguém.

2. TOLERÂNCIA
A competitividade em todos os âmbitos da vida muitas vezes não dá espaço para a tolerância. Porém, essa é uma virtude que demonstra respeito e consideração diante da diferença. Tolerar é admitir, nos outros, maneiras de pensar, agir e sentir diferentes ou mesmo opostas às nossas. "Mas é importante tolerar sem se deixar usar. Para isso, você deve saber exatamente onde começam e terminam o direito e o dever de cada um", diz Alfredo José Assumpção, sócio-fundador da Fesa (SP), empresa especializada na seleção de altos executivos.

3. ÉTICA
"Ela é essencial na profissão, no ambiente de trabalho, com a família, o parceiro...", afirma o consultor de carreiras Márcio Bamberg (SP). Quer um exemplo prático de atuação ética? Não dar ouvidos a fofocas e intrigas. "Fuja delas, pois envenenam a nossa mente e podem nos influenciar na tomada de decisões", revela Tânia Regina Sanches. Por exemplo: levar adiante comentários maldosos de vizinhos, parentes ou colegas de trabalho estimula a discórdia. Não adianta também assumir um comportamento ético no trabalho e não honrar compromissos, respeitar a lei ou mesmo tentar resolver as situações do seu cotidiano com o chamado "jeitinho brasileiro". Lembre-se que quando o assunto é ética, o comportamento irrepreensível deve ser repetido em casa e em todas as suas relações sociais!

4. COMPROMISSO
Esse valor é o combustível de um líder inato, de acordo com Márcio Bamberg. Líderes são aquelas pessoas que nasceram para tomar as rédeas de sua vida e realizar com sucesso qualquer tarefa - no trabalho, na sociedade, com o planeta, com a família, com as leis e os prazos. E imprimem qualidade total a tudo o que fazem.

5. DISCIPLINA
Para focar os resultados e persegui-los até que se materializem é preciso ser disciplinado. A psicóloga Iraci Fernandez, do Núcleo de Desenvolvimento Profissional (SP), cita o falecido piloto Ayrton Senna como exemplo de disciplina. "Ele foi completamente dedicado à carreira e comprometido com seus objetivos e com as empresas para as quais trabalhou. Mas também foi com sua família e com o povo brasileiro. Perseverante e disciplinado, procurava conhecer cada pista que iria percorrer, a ponto de saber onde deveria frear ou acelerar antes de receber o aviso das bandeiras", fala. Além disso, tratava todos com respeito e atenção.

6. PERSEVERANÇA
No mundo corporativo, é a disposição para encarar a luta diária, superando as dificuldades, que fatalmente aparecem, assim como a perseverança para encontrar soluções muitas vezes inovadoras. Na sua vida, é ter o jogo de cintura para aproveitar cada tropeço como possibilidade de aprendizado e, claro, seguir adiante. Além da perseverança, Alfredo José Assumpção destaca a resiliência como um valor importante. "É a capacidade de lidar com os problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, stress etc. - sem entrar em surto", afirma ele.

7. SOLIDARIEDADE
Pessoas solidárias, motivadas e positivas criam uma aura agradável ao seu redor, atraindo naturalmente as demais. "Todo mundo aprecia o convívio com gente alegre e bem-humorada", explica Iraci Fernandez. É bom se colocar no lugar do outro para entender que não existe ponto de vista certo ou errado, e sim somente uma forma particular de ver algo, pois cada indivíduo é moldado pelas experiências que viveu.