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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Novo sistema facilitará monitoramento do consumo de água e energia


Pesquisadores da empresa fluminense Eneltec estãodesenvolvendo um sistema de monitoramento do consumo de água e energia elétrica em prédios públicos, com tecnologia nacional, que promete facilitar bastante a vida do responsável pela administração do local. Doutor em Engenheira Elétrica e um dos sócios da Eneltec, Rodrigo Martins Fernandes explica que os sistemas disponíveis atualmente no mercado utilizam equipamento para medição e comunicação com um servidor de banco de dados e páginas na internet ou intranet, onde os dados são armazenados, processados e disponibilizados.
"Para interpretar estes dados e realizar a manutenção do equipamento, o gestor do edifício precisa contar com a consultoria de um profissional especializado em Tecnologia da Informação (TI) ou então terceirizar um serviço para interpretar os dados e fazer a manutenção do equipamento", afirma Fernandes. Além da dependência do profissional, o custo mensal torna-se elevado. "Já o nosso sistema dispensa a contratação de um profissional especializado", acrescenta. Desenvolvido com apoio do edital Prioridade Rio, o protótipo está em fase de teste e deve estar no mercado em um ano.
A ideia foi criar um medidor simples e fácil para que qualquer usuário, sem grandes conhecimentostécnicos, possa utilizá-lo. O produto será composto de um software instalado em um chip eletrônico. Cada chip será colocado num quadro de energia ou de medição de água diferente. "Eles se comunicarão por meio da rede sem fio (wireless), pelos fios da rede elétrica ou por cabos USB", explica Fernandes. O usuário, então, criará uma conta gratuita no site de buscas Google, pela qual poderá acessar uma plataforma onde estarão disponibilizados gráficos com os dados relativos ao consumo de água e energia elétrica. "Por esta plataforma ele poderá fazer o acompanhamento em tempo real, ao longo do dia ou mesmos em intervalos de cinco minutos", acrescenta. Os gráficos também serão compatíveis com diferentes plataformas gratuitas de armazenamento de dados já disponíveis na internet.
Nos próximos cinco anos, o Rio de Janeiro será sede dos maiores eventos esportivos do planeta: a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Os prédios que serão ocupados por empreendimentos ligados a estes eventos terão que receber a certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design – selo de maior reconhecimento internacional e mais utilizado no Brasil e no mundo para certificação e orientação ambiental de edificações). "Popularmente conhecido como selo verde, o Leed é dado a construções que funcionam com modos de economia ou redução do consumo de água e energia elétricas", explica Fernandes. "Daí a necessidade de criarmos formas mais simples e baratas para facilitar este monitoramento", complementa. Desligamento automático de aparelhos de ar-condicionado, sensores de calor ou de movimento e torneiras que ligam com sensor de calor são alguns dos recursos utilizados para redução do consumo de energia.
No Brasil, a promoção de tecnologias, iniciativas e operações sustentáveis no ramo da construção civil é realizada pelo Green Building Council Brasil (GBCB, que pode ser traduzido como Conselho Brasileiro de Construções Verdes). O GBCB é um dos 21 membros do World Green Building Council, entidade internacional que regula e incentiva a criação de conselhos nacionais como forma de promover mundialmente tecnologias, iniciativas e operações sustentáveis na construção civil. Segundo informações do GBCB, as construções com certificação Leed no país têm crescido bastante nos últimos sete anos. "Atualmente, o Brasil é o quarto país no ranking mundial de construções verdes com 36 prédios certificados e 313 em processo de certificação, atrás apenas dos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e China", destaca Fernandes.
O Edifício Cidade Nova, sede da Universidade Petrobras, responsável pelas soluções educacionais corporativas voltadas aos empregados da estatal e situado na região central do Rio de Janeiro, foi o primeiro prédio a obter o certificado Leed da cidade, em outubro de 2008. O edifício traz redução de consumo de energia, menos emissão de gás carbônico e menores custos de manutenção, além de ter gerado, durante a construção, um menor volume de entulho. Para Rodrigo Fernandes, exemplos como estes contribuem para redução dos impactos ambientais. "Poucos sabem, mas com atitudes como essa precisaremos construir menos usinas hidrelétricas. Com isso, haveria maior preservação dos recursos naturais", conclui Fernandes. O engenheiro espera que até o próximo ano o novo sistema de monitoramento do consumo esteja inteiramente pronto para ser implantado num edifício verde.
Fonte: Vinicius Zepeda/ Faperj 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Materiais Sustentáveis – Conheça os Materiais Verdes Para Sua Construção

Materiais Sustentáveis - Decoração
Há alguns anos vemos todos os dias na TV e nos jornais, notícias sobre a expansão da consciência de que se não cuidarmos do planeta, logo não o teremos mais.
Esta consciência nos leva a buscar diariamente um novo meio de viver, gerando o menor impacto possível ao ambiente. Isto é o que chamamos de desenvolvimento sustentável. Deixar o mundo se desenvolver sem para isto deteriorar o meio ambiente como a humanidade tem feito nos últimos séculos.
Sendo assim, um ponto muito importante do desenvolvimento sustentável está ligado à construção civil. O número de pessoas no planeta cresce constantemente, e mais casas e prédios são necessários. Então, como colocar a construção civil dentro do desenvolvimento sustentável?
A resposta para esta pergunta são os Materiais “Verdes”, que têm sido desenvolvidos nos últimos anos visando o reaproveitamento de materiais que de outra forma se perderiam, além de evitar o uso abusivo de matérias primas não renováveis na construção civil.


Materiais Sustentáveis - Decoração
São vários os materiais “verdes” que podemos usar na construção civil. Eles estão disponíveis para as paredes, pisos, telhados e até para o acabamento e decoração dos imóveis. Já é possível construir uma casa sustentável com facilidade.
Materiais Sustentáveis - Decoração
Seguem abaixo alguns exemplos de materiais verdes para a construção civil:
Blocos de entulho – Blocos feitos a partir de entulhos moídos. Reaproveitam os restos de construções demolidas ou de reformas. Estes podem receber vigas em seu interior ou não.
Materiais Sustentáveis - Madeira Manufaturada
Materiais Sustentáveis - Madeira Manufaturada
Madeira Manufaturada - São tábuas de madeira feitas a partir de serragem e madeiras de construções demolidas e restos de madeira. Diminuindo assim o entulho resultante de construções.
Blocos de pedra – São blocos de pedra mesmo. Podem ser usados em construções no lugar dos blocos comuns.
Madeira certificada – Madeira certificada é madeira extraída legalmente e que muitas vezes vem de árvores plantadas especialmente para este fim.
Telhado Verde – Pode-se colocar uma cobertura vegetal sobre o telhado, o que permite uma melhor regulação da temperatura interna da residência, evitando desperdícios com aquecimento e resfriamento do local. O ecotelhado, como é chamado, consegue absorver grande parte da água das chuvas, o que pode ajudar a evitar enchentes, e, além disso, deixa sua casa muito mais bonita! Mas atenção. Um telhado verde não pode ser feito de qualquer jeito. É necessário escolher bem a planta que será usada e estruturar as camadas de terra que serão substrato para estas plantas. Procure um especialista para planejar seu telhado verde.
Materiais Sustentáveis - Tijolo SustentávelMateriais Sustentáveis - Tijolo Sustentável
Tijolos de Terra – Há basicamente duas opções: paredes estilo pau-a-pique que são feitas com uma mistura de terra argilosa, água e palha que é colocada em uma estrutura de madeira trançada. Estas paredes podem levar reboque e outros acabamentos. A outra opção são os tijolos adobe. Estes tijolos são feitos com terra crua, água e palha. Os tijolos adobe podem inclusive ser feitos no local da obra. Tijolos de terra em geral geram um bom conforto térmico e acústico. Outra opção são os tijolos de terra-cimento ou blocos de terra comprimida, que levam terra, água e um pouco de cimento. Geralmente não precisam de argamassa, e reduzem a utilização de estruturas de ferro na construção.
Muitos dos materiais verdes para construção podem ser preparados no próprio local da construção, artesanalmente. Os que não são assim são encontrados em lojas especializadas neste tipo de materiais para construção.
Devido à preparação artesanal, os tijolos e blocos feitos com terra ou entulhos são muito baratos, sendo gastos neles, somente os valores referentes ao gasto de água e cimento (dependendo do tipo de tijolo). As lojas que os fazem trabalham sob encomenda, e os preços dependem de pedido de orçamento.
Os telhados verdes geralmente são acompanhados de serviço paisagístico pelas lojas que os oferecem e varia em preço dependendo do tipo de planta desejada, clima do local, área desejada, entre outros vários fatores, dependendo também de elaboração de orçamento por parte da loja.
São várias as vantagens de se usar materiais verdes na construção civil. Além dos benefícios ecológicos, há a redução dos gastos, devido à possibilidade de manufatura de grande parte destes materiais, e redução do uso de outros como argamassa e estruturas metálicas. Além disto, os materiais verdes proporcionando melhor isolamento térmico e acústico evitam gastos com estes.
As desvantagens que podemos encontrar ao usar materiais verdes são principalmente devidas à falta de habilidade e vontade dos trabalhadores comuns em utilizar este tipo de material, pois geralmente há uma resistência devido ao hábito de utilizar outros materiais, o que pode resultar em blocos e tijolos mal feitos ou descontentamento por parte dos trabalhadores.
A Utilização de Materiais Verdes na Construção civil e a arquitetura sustentável têm-se mostrado muito proveitosa, como comprovam as experiências recentes dos países desenvolvidos, assim, devemos estimular o uso destes materiais nas construções brasileiras e gerar assim um desenvolvimento sustentável em todas as áreas.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Novas regras à mesa

Com o avanço das pesquisas científicas, o conceito de alimentação saudável vira e mexe acaba mudando. Sabia que agora a soja passou de mocinha a vilã? E que o salmão não faz tão bem como se pensava? Fique por dentro das novidades e atualize o seu prato.

Associado ao aumento do colesterol ruim, o ovo foi, por anos e anos, visto como um inimigo da boa saúde. Depois de muitas pesquisas, a ciência resolveu absolvê-lo, mostrando que o alimento é capaz de prevenir coágulos no sangue, derrames e até doenças cardíacas. Outro injustiçado foi o chocolate, hoje bem-vindo em qualquer dieta equilibrada — desde que seja do tipo amargo, rico em antioxidantes, que afastam o envelhecimento precoce. Esses exemplos provam que, de tempos em tempos, novos estudos provocam uma revolução no conceito de alimentação saudável e acabam nos obrigando a repensar a comida que levamos à mesa. Conversamos com especialistas para investigar o que significa comer bem atualmente. Revise o cardápio da sua família! 

CARNE VERMELHA? Só se o gado for alimentado com pasto. Já faz tempo que os médicos nos aconselham a reduzir o consumo da carne vermelha, alegando que ela prejudica o sistema cardiovascular. No entanto, é inegável que se trata de um alimento rico em proteínas, vitaminas e minerais. Além disso, é fonte de coenzima Q10, ótima para o coração; ácido fólico, que mantém a integridade celular; e gordura monoinsaturada (pasmem!), capaz de elevar o bom colesterol. "Mas só garantimos esses benefícios consumindo carne de gado que come pasto, pois ela fornece ômega 3, essencial à saúde", diz Wilson Rondó Jr., autor do livro "Sinal Verde para a Carne Vermelha" (ed. Gaia). "O boi criado preso come ração à base de ômega 6, que em excesso causa doenças.
Dica: Na hora da compra, procure se informar sobre a origem da carne, pois ainda não há um selo que ateste sua qualidade. E coma sempre ao ponto — torrada, ela libera substâncias cancerígenas.
A SOJA ERA MOCINHA Agora é a vilã da vez. Uma lista feita recentemente pelo FDa, órgão americano que regula alimentos e remédios, indica que o grão pode causar problemas digestivos, hormonais e de tireoide. E mais: induzir o aparecimento de mais de 70 tipos de câncer! Como tem custo baixo, os derivados da soja são usados em grande escala pela indústria alimentícia. Óleos vegetais, margarina, atum enlatado, sucos e bolachas, entre outros produtos, contêm traços do grão. Moral da história: engolimos a soja mesmo sem querer...
 Dica: Evite o consumo do grão. o tipo fermentado, como o missô, é mais seguro para a saúde.
 VAI DE PEIXE? Aposte nos menores. Hoje, sardinha e pescada são os tipos mais saudáveis, e não pesam tanto no bolso. Já o salmão, melhor tirá-lo do prato. Isso porque o tipo que consumimos no Brasil é criado preso e alimentado com ração, o que torna a carne fonte de ômega 6. "O original, rico em ômega 3, praticamente não existe mais na natureza", afirma Wilson Rondó Jr. A alimentação à base de ração, rica em grãos, aumenta a taxa de ômega 6 no organismo, comprometendo a saúde a longo prazo.
MANTEIGA o culto ao corpo magro aboliu a manteiga do nosso cardápio. Só que o alimento, além de deixar a comida mais saborosa, ajuda na absorção de nutrientes, como o cálcio e as vitaminas a, D, E e K, que precisam dela para se tornarem solúveis. No entanto, aqui vale a mesma regra da carne: é preciso consumir manteiga obtida a partir do leite do gado alimentado com pasto.
Dica: Passe manteiga no pãozinho do café da manhã, sem exageros.
ÓLEO X BANHA Substitua os óleos vegetais, como o de canola, milho, girassol e soja, fontes de gordura hidrogenada, pela banha de porco, de preferência orgânica. O alimento é fonte de gordura saturada, necessária ao bom funcionamento do nosso organismo, inclusive do cérebro. "Se não encontrar a banha, use óleo de coco no preparo dos pratos, um tipo saudável, que mantém as suas propriedades mesmo em altas temperaturas", diz a nutricionista Andréia Naves. 
ORGÂNICOS Livres de agrotóxicos e outras substâncias químicas, frutas, verduras e legumes produzidos de forma sustentável são benéficos à saúde, pois concentram uma quantidade mais significativa de nutrientes. "Você paga mais por eles, mas, em compensação, vai economizar na farmácia", resume Wilson Rondó Jr. A contaminação pela bactéria Escherichia coli, detectada recentemente em alguns vegetais na Alemanha, serve de alerta: é preciso higienizar com capricho qualquer tipo de alimento, independentemente do modo como é produzido. "Isso porque, com o uso constante de fertilizantes químicos na agricultura, os "bichinhos" acabam se tornando mais resistentes aos medicamentos", conta a nutróloga Luciana Carneiro (RJ).
Dica: Higienize os vegetais com peróxido de hidrogênio. Já o hidrosteril deve ser evitado, pois contém uma quantidade excessiva de cloro, outra substância maléfica ao organismo. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Tecnologia permite que fogão a lenha gere energia para carregar celular


Bom dia pessoar!!

O Fogão Foguete é uma tecnologia criada especificamente para países em desenvolvimento e comunidades afastadas dos centros urbanos que dependem da queima da madeira para cozinhar. A criação, da empresa BioLite tem a sua essência parecida com um fogão a lenha tradicional, mas que foi desenvolvida para evitar a inalação da fuligem.

Conforme informações da organização, criada por dois americanos dispostos a ajudar a acabar com parte dos problemas do mundo, Alexander Drummond e Jonathan Cedar, os fogões a lenha são usados por três bilhões de pessoas em todo o mundo. A população que faz uso deste produto está constantemente exposta a gases tóxicos, que com o passar do tempo podem originar doenças respiratórias e até mesmo o câncer.


Para reverter essa situação a dupla pensou no Fogão Foguete, que possui uma saída de ar que direciona a fumaça para fora da residência. Além disso, o formato e todos os cuidados tidos com o isolamento térmico do fogão o tornam mais eficiente que os modelos tradicionais.

Com o desenvolvimento da tecnologia foi possível expandir esse benefício também para a produção de energia limpa. O fogão ganhou um sistema que transforma a energia termoelétrica, obtida pela queima da madeira, em eletricidade. A energia é suficiente para fazer um ventilador funcionar, que pode reduzir ainda mais a quantidade de fuligem, ou também pode ser usada para manter uma lâmpada de LED ou recarregar um celular.

A tecnologia foi pensada, principalmente, para os países africanos, mas também pode ser aplicada em qualquer nação em desenvolvimento ou para pessoas que gostam de manter o jeito tradicional de cozinhar em suas casas de campo ou em acampamentos.

Fonte: Ciclo Vivo.


Muito bom... além da visão social e da saúde de quem utiliza fogão a lenha, também envolveram a questão ambiental, tudo em apenas um produto!!! #ProdutoNota10

domingo, 4 de setembro de 2011

Sacolas plásticas podem ser melhor que as retornáveis?

Depois de ser “demonizada” pelos consumidores preocupados com o meio ambiente, a sacola plástica parece ter encontrado seu lugar. Ao menos por ora – e aqui no Brasil. Um amplo estudo realizado pela Fundação Espaço Eco, única organização no país que faz análises de ecoeficiência (considera aspectos ambientais e econômicos) de produtos e processos industriais, analisou o impacto de oito tipos diferentes de sacolas para carregar compras: a sacola plástica tradicional, a feita de plástico verde (a partir de cana-de-açúcar), a oxi-degradável, de papel, de TNT (material dos saquinhos dados por lava-rápidos) e as sacolas renováveis de plástico, tecido e ráfia (um tipo de fibra usada em sacolas vendidas por alguns supermercados). O resultado foisurpreendente: dependendo dos hábitos do consumidor, é preferível utilizar as sacolas plásticas em vez das renováveis.

Os tipos de sacolas analisadas pela Fundação Espaço Eco (Foto: Divulgação)

Para as pessoas que fazem poucas compras, as sacolas plásticas (convencional, verde e oxi-degradável) se mostraram as mais indicadas tanto do ponto de vista ambiental (causam menos impacto quando considerado o processo completo, da produção à reciclagem do plástico) quanto do econômico – podem ser utilizadas como saco de lixo.

Neste caso, o levantamento considerou uma compra mensal de 26,5 quilos, equivalente a uma cesta básica. A condição para que a opção pela sacola plástica valha a pena é que o indivíduo faça compras e descarte o lixo, no máximo, duas vezes por semana.

No extremo oposto, as sacolas renováveis são mais indicadas para consumidores que fazem muitas compras ao mês. Isso porque, ao ir várias vezes ao supermercado, o indivíduo não necessariamente compra mais produtos, mas acumula mais sacolas. A opção pelas de pano, de ráfia, plástico retornável ou TNT, logicamente, reduz este impacto.

Além da quantidade de produtos adquiridos ao longo do mês, outros dois aspectos condicionam a escolha por um ou outro tipo de sacola: a freqüência com que a família vai ao mercado e o número de vezes que descarta o lixo. O ideal, segundo os pesquisadores, é aproveitar ao máximo a capacidade da sacola e reduzir o número de descartes por semana.

O levantamento, patrocinado pela Braskem, simula várias opções para uma família que consome 212 quilos por mês (cerca de oito cestas básicas). Neste caso, só compensará utilizar sacolas retornáveis caso o descarte de lixo seja feito no máximo duas vezes por semana – independentemente da freqüência com que se vai ao mercado.

Entre os extremos de baixo e alto consumo, está o caso base da compra de 106 quilos ao mês (aproximadamente quatro cestas básicas). Para um consumo neste patamar, as sacolas plásticas ainda se mostram mais vantajosas caso as compras sejam feitas até três vezes por semana e o descarte de lixo, até duas vezes.

Esquema orienta sobre que tipo de sacola usar de acordo com os hábitos do consumidor.

Na análise, os técnicos da Fundação Espaço Eco consideraram aspectos como o consumo de energia para fabricar as sacolas, o uso da terra, o tipo de recurso natural empregado, potenciais de risco e de toxidade e asemissões ao longo de toda a cadeia – da extração da matéria-prima à reciclagem pós-consumo, ao longo de um ano. Isso significa que, no caso das bolsas retornáveis, cuja vida útil é de ao menos dois anos, o impacto ambiental poderia ser ainda menor.

Os pesquisadores dão um norte aos consumidores: à medida que o volume de compras e a freqüência das idas ao mercado aumentam, melhor optar pelas sacolas retornáveis. Na direção oposta, quando o número de descartes de lixo feito por uma família de consumo alto também é grande, as sacolas plásticas se mostram adequadas.

“O ideal, com o aumento do volume de compras, é reduzir a freqüência do descarte”, afirma Hélio Mattar, diretor presidente do Instituo Akatu, organização que promove o consumo consciente.

Este foi o primeiro estudo a comparar diferentes tipos de sacolas, dentro da realidade brasileira. Pesquisas em outros países, onde a matriz energética, a logística e outros fatores divergem dos do Brasil, já apresentaram resultados diferentes.


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

No Reino Unido, coleta quinzenal aumenta a reciclagem do lixo



O que serve para um país nem sempre serve para outro. Mas pode, no mínimo, ser observado como benchmarke até inspirar uma versão tropicalizada de um programa ou tecnologia. Um exemplo disso é o sistema de coleta de lixo reciclável adotado por vários municípios do Reino Unido.

Segundo um levantamento feito pelo site letsrecycle.com, publicado hoje pelo The Guardian, dos dez distritos com os maiores índices de aproveitamento dos resíduos, nove adotaram a coleta quinzenal de materiais recicláveis, em semanas alternadas às da coleta do lixo comum, orgânico.

Quando o serviço começou a ser adotado por algumas empresas no país, políticos conservadores chegaram a criticar a medida, dizendo que ela não era higiênica e pedindo a volta da coleta semanal. Mas os coordenadores regionais afirmam que a coleta quinzenal funciona, é mais barata e que os moradores estão adaptados ao esquema. Hoje, entre as dez regiões com melhor desempenho de reciclagem no Reino Unido, a menor taxa de reciclagem foi de 58,1%.

O distrito de South Oxfordshire bateu o recorde de aproveitamento do lixo no país, dando um fim correto – reciclagem ou compostagem – a 71% dos resíduos produzidos por seus habitantes. No local, os materiais recicláveis (alumínio, latinhas, papel, plástico, caixas de alimentos e bebidas, aerossóis e chapas metálicas, entre outros) são separados de forma diferente. Eles são colocados em um único tipo de latão e coletados a cada 15 dias. Restos de comida continuam sendo coletados todas as semanas.

Os latões também são dotados de um software e microchips que ajudam os moradores a tirar suas dúvidas sobre o que pode ser depositado ali. O porta-voz da empresa encarregada dos serviços explica que dispor embalagens de matérias-primas diferentes no mesmo lugar, para os moradores, é mais prático do que colocá-las em vários compartimentos diferentes.

fonte : http://colunas.epocanegocios.globo.com/empresaverde/2011/08/22/no-reino-unido-coleta-quinzenal-aumenta-a-reciclagem-do-lixo/