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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Novo sistema facilitará monitoramento do consumo de água e energia


Pesquisadores da empresa fluminense Eneltec estãodesenvolvendo um sistema de monitoramento do consumo de água e energia elétrica em prédios públicos, com tecnologia nacional, que promete facilitar bastante a vida do responsável pela administração do local. Doutor em Engenheira Elétrica e um dos sócios da Eneltec, Rodrigo Martins Fernandes explica que os sistemas disponíveis atualmente no mercado utilizam equipamento para medição e comunicação com um servidor de banco de dados e páginas na internet ou intranet, onde os dados são armazenados, processados e disponibilizados.
"Para interpretar estes dados e realizar a manutenção do equipamento, o gestor do edifício precisa contar com a consultoria de um profissional especializado em Tecnologia da Informação (TI) ou então terceirizar um serviço para interpretar os dados e fazer a manutenção do equipamento", afirma Fernandes. Além da dependência do profissional, o custo mensal torna-se elevado. "Já o nosso sistema dispensa a contratação de um profissional especializado", acrescenta. Desenvolvido com apoio do edital Prioridade Rio, o protótipo está em fase de teste e deve estar no mercado em um ano.
A ideia foi criar um medidor simples e fácil para que qualquer usuário, sem grandes conhecimentostécnicos, possa utilizá-lo. O produto será composto de um software instalado em um chip eletrônico. Cada chip será colocado num quadro de energia ou de medição de água diferente. "Eles se comunicarão por meio da rede sem fio (wireless), pelos fios da rede elétrica ou por cabos USB", explica Fernandes. O usuário, então, criará uma conta gratuita no site de buscas Google, pela qual poderá acessar uma plataforma onde estarão disponibilizados gráficos com os dados relativos ao consumo de água e energia elétrica. "Por esta plataforma ele poderá fazer o acompanhamento em tempo real, ao longo do dia ou mesmos em intervalos de cinco minutos", acrescenta. Os gráficos também serão compatíveis com diferentes plataformas gratuitas de armazenamento de dados já disponíveis na internet.
Nos próximos cinco anos, o Rio de Janeiro será sede dos maiores eventos esportivos do planeta: a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Os prédios que serão ocupados por empreendimentos ligados a estes eventos terão que receber a certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design – selo de maior reconhecimento internacional e mais utilizado no Brasil e no mundo para certificação e orientação ambiental de edificações). "Popularmente conhecido como selo verde, o Leed é dado a construções que funcionam com modos de economia ou redução do consumo de água e energia elétricas", explica Fernandes. "Daí a necessidade de criarmos formas mais simples e baratas para facilitar este monitoramento", complementa. Desligamento automático de aparelhos de ar-condicionado, sensores de calor ou de movimento e torneiras que ligam com sensor de calor são alguns dos recursos utilizados para redução do consumo de energia.
No Brasil, a promoção de tecnologias, iniciativas e operações sustentáveis no ramo da construção civil é realizada pelo Green Building Council Brasil (GBCB, que pode ser traduzido como Conselho Brasileiro de Construções Verdes). O GBCB é um dos 21 membros do World Green Building Council, entidade internacional que regula e incentiva a criação de conselhos nacionais como forma de promover mundialmente tecnologias, iniciativas e operações sustentáveis na construção civil. Segundo informações do GBCB, as construções com certificação Leed no país têm crescido bastante nos últimos sete anos. "Atualmente, o Brasil é o quarto país no ranking mundial de construções verdes com 36 prédios certificados e 313 em processo de certificação, atrás apenas dos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e China", destaca Fernandes.
O Edifício Cidade Nova, sede da Universidade Petrobras, responsável pelas soluções educacionais corporativas voltadas aos empregados da estatal e situado na região central do Rio de Janeiro, foi o primeiro prédio a obter o certificado Leed da cidade, em outubro de 2008. O edifício traz redução de consumo de energia, menos emissão de gás carbônico e menores custos de manutenção, além de ter gerado, durante a construção, um menor volume de entulho. Para Rodrigo Fernandes, exemplos como estes contribuem para redução dos impactos ambientais. "Poucos sabem, mas com atitudes como essa precisaremos construir menos usinas hidrelétricas. Com isso, haveria maior preservação dos recursos naturais", conclui Fernandes. O engenheiro espera que até o próximo ano o novo sistema de monitoramento do consumo esteja inteiramente pronto para ser implantado num edifício verde.
Fonte: Vinicius Zepeda/ Faperj 

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Solar Sister e NextAid apresentam 5 tecnologias promissoras para a África


1 
Nesta foto, as Engenheiras Descalças da Mauritânia instalam painéis solares em suas  aldeias. Todas forma treinadas no Rajastão, Índia. Imagem: 
Barefoot Photographers of Tilonia – Flickr.
Quem entra no futurista Yotel, perto da Times Square, que conta com um robô na chapelaria do saguão, não espera encontrar as mais promissoras e inovadoras tecnologias para o desenvolvimento sustentável. No entanto, a Solar Sister, criadora de um modelo empresarial que envolve a ação das mulheres para erradicar a pobreza, e aNextAid, uma organização que usa a música para apoiar projetos de desenvolvimento sustentável na África, se uniram para mostrar ao público essas tecnologias em seu evento Illuminate, realizado no mês passado.
Lâmpadas de energia solar
2 
Imagem: 
Global X/Flickr.
A Technology4Development Marketplace apresentou as lâmpadas de energia solard.ligh, que têm o objetivo de reduzir custos e estão sendo distribuídas em nada menos que 40 países.
Pouco esforço, muita água
3  
Hip Pump é a bomba de água da Kickstart, uma organização que entende algo que muitos no mundo do humanitarismo ainda não compreenderam: “Os pobres não são vítimas à espera de salvação”. Mimi Evans, da Kickstart, declarou que a bomba ajuda a cultivar alimentos e a melhorar o rendimento das plantações, mas a seu ver, é uma ferramenta que as pessoas podem utilizar para sair da pobreza.
Jogar futebol, gerar luz
4
Entre os dispositivos alternativos está um gerador de energia em forma de bola: oSOccket. É só jogar a bola durante 30 minutos para obter três horas de luz, para alegria da garotada. A tecnologia já foi lançada há algum tempo, mas está sendo aprimorada constantemente. A versão 2.0 intensificará a quantidade de energia gerada.
Painéis solares dobráveis
5 
A Konarka produz os Power Plastics, painéis solares orgânicos e flexíveis que podem ser instalados em uma ampla variedade de superfícies. A empresa trabalha em uma versão transparente para que os painéis possam ser instalados também em janela ou estufas, convertendo a energia solar em eletricidade.
Ferramentas inteligentes para a saúde materna
6 
Representando a saúde materna no evento, a Maternova apresentou o Power Pak, um kit para parteiras com uma espécie de lanterna movida a energia solar que se ajusta à cabeça, com um visor embutido (já que em localidades remotas, os partos costumam ocorrer em locais escuros) e um carregador de telefone celular. A Maternova também está lançando outras tecnologias criativas para a realização de diagnósticos em regiões remotas e recursos limitados, como detectores que medem o nível de hemoglobina e indicadores de temperatura de cristal líquido.

fonte: TreeHugger

domingo, 9 de outubro de 2011

Nova turbina eólica pode produzir 3 vezes mais energia

Nova turbina eólica pode produzir 3 vezes mais energia

Uma nova descoberta da Universidade de Kyushu, no Japão, revelou que uma nova tecnologia eólica pode triplicar a produção energética das turbinas sem a necessidade de aumentá-las de tamanho. O novo método poderá revolucionar a produção energética e tornar nosso futuro muito mais limpo.
De acordo com Yuji Ohya, líder da pesquisa, a lente eólica - como é chamada a nova tecnologia desenvolvida - consiste em um anel e circunscreve a área das pás dos geradores, e foca, direciona e acelera o fluxo de ar nas lâminas, o que permite que o sistema gere entre duas e três vezes mais energia que as turbinas comuns.
Além disso, a estrutura de 112 metros de diâmetro reduz a poluição sonora produzida pelos geradores e aumenta também a segurança do sistema. Segundo Yuji Ohya, o melhor uso dessa estrutura eólica é offshore, e seu design, criado na Exibição Internacional de Energias Renováveis de Yokohama em 2010 tem uma plataforma hexagonal, dispondo as turbinas em uma formação de colmeia, o que as torna muito mais adaptáveis a locais de difícil acesso.
A nova tecnologia, além de melhorar a produtividade dos geradores eólicos, tornaria também a eletricidade eólica mais prática e aplicável, já que a mesma área construída poderia produzir até três vezes mais energia.
Ainda assim, segundo especialistas, para gerar toda a sua eletricidade a partir da energia eólica com a nova estrutura, os EUA precisariam de 440 mil km2, o equivalente a 25% do estado do Alaska. Com certeza, uma área ainda muito grande, mas que deve ser diminuída com o desenvolvimento de outras tecnologias.
Por fim, a nova estrutura também reduz o preço da eletricidade eólica, colocando-a em vantagem competitiva com o carvão e as fontes nucleares, já que os custos da energia eólica passariam ser menores que as fontes fósseis e nucleares mesmo sem os subsídios governamentais.
Alguns exemplares da estrutura já estão sendo testados nas dependências da universidade.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Notícia do dia - Energia solar – o exemplo tinha que vir da Bahia!

Que grande jogada de marketing, provavelmente impensada: unir a magia do futebol, o charme imbatível da Bahia, mais o apelo ecológico da energia renovável (e bem a energia solar, matéria-prima que não falta nos céus baianos ao longo do todo o ano). A proeza se deve ao Programa de Eficiência Energética da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) e está representada por uma cobertura de painéis fotovoltaicos na arena Pituaçu, em Salvador, de propriedade do governo do estado.

Esperando-se que esteja em operação até o final deste ano, a cobertura total do estádio é programada para gerar anualmente até 630 MW/h, carga 75% maior do que o consumo de energia da arena ao longo de um ano. O excedente ainda servirá para abastecer o edifício da Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte. Este projeto piloto, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), está orçado em R$ 5,5 milhões, valor que será investido pela própria Coelba (52%) e pelo governo da Bahia (48%).O mais irônico é que há dois exemplos de estádios no exterior, pioneiros no uso desta tecnologia: em Freiburg, na Alemanha e em Berna, na Suiça. Dez a zero para nosso sol baiano!

fonte: Procel

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Notícia do Dia - Ajuda eficiente



O interessado em comprar um imóvel conta com mais um aliado na hora de avaliar o negócio – a etiqueta que aponta o nível de eficiência no uso da energia elétrica das edificações. Fruto da parceria entre o Procel Edifica, subprograma da Eletrobras/Procel, e o Instituto de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), a etiqueta já foi emitida para 80 edificações, sendo 54 para construções comerciais e 26 residenciais. Juntos, estabelecimentos comerciais e residências representam 43% do consumo de energia elétrica no Brasil, segundo dados daEmpresa de Pesquisa Energética (EPE).

A bem sucedida experiência de classificação e etiquetagem de eletrodomésticos, divididos em cinco faixas de consumo, serviu de modelo para a etiqueta das edificações, que começou a ser emitida em 2009 para edifícios públicos e comerciais e em 2010 para residências. Uma construção certificada na faixa A, a mais eficiente, chega a proporcionar ao usuário uma economia de 30% a 50% na conta de luz. “Basta que o arquiteto e o engenheiro façam um projeto eficiente. Se isso não ocorrer, o custo acaba transferido para o usuário”, alerta Fernando Perrone, gerente do Departamento de Projetos de Eficiência Energética (DTP) da Eletrobras/Procel.

Bem de maior durabilidade que pode ser adquirido por uma pessoa física, a residência tem seus custos de manutenção cada vez mais levados em conta na hora da compra. Experiências do mercado imobiliário demonstram que o consumidor está, sim, disposto a desembolsar mais agora para economizar no futuro. “Pesquisas no Guarulhos Flex apontaram que 62% dos clientes que conheciam a etiqueta Procel Edifica estavam dispostos a pagar mais pelo apartamento, ou seja, a perspectiva de aceitação é promissora”, avalia Mauricio Bernardes, gerente de Desenvolvimento Tecnológico da construtora Tecnisa. Com imóveis avaliados em mais de R$ 100 mil, o Guarulhos Flex foi o primeiro empreendimento do estado de São Paulo a receber a etiqueta Procel Edifica. O condomínio ficou classificado na faixa B de consumo, o que representa um aumento de 1% a 1,5% nos preços dos apartamentos.

A tendência, de acordo com o gerente da Tecnisa, é que os consumidores exijam cada vez mais imóveis sustentáveis, pois eles estão entendendo claramente – e valorizando – os benefícios de construções com alto padrão em termos de sustentabilidade. Assim, de acordo com Bernardes, “a aderência da sociedade e a credibilidade da etiqueta Procel para eletroeletrônicos foi vista pela Tecnisa como uma oportunidade de adotar o mesmo conceito para edificações”.

Ventilação, iluminação e água

A boa utilização da ventilação e iluminação naturais, a eficiência dos sistemas de aquecimento de água e o desempenho térmico de revestimentos em coberturas e fachadas são alguns dos requisitos técnicos considerados no processo de etiquetagem, segundo os padrões estabelecidos em conjunto pela Secretaria Técnica de Edificações, coordenada pelo Procel Edifica, e o Laboratório de Eficiência Energética em Edificações da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A ideia é integrar os conceitos de conforto ambiental da arquitetura aos de construção sustentável da engenharia civil.

Para que essa integração seja possível, porém, é essencial que os profissionais que planejam as edificações tenham consciência de que ela não só é possível como desejável. “Atuamos diretamente no processo de formação e capacitação de mão de obra qualificada”, informa Perrone. Nessa frente educacional, a Eletrobras/Procel trabalha em parceria com 14 universidades federais, espalhadas por todas as regiões brasileiras, e uma privada, a PUC do Paraná.

O trabalho do Procel Edifica começa a ser valorizado pela sociedade. Por atuar não só na elaboração de processos de certificação de eficiência energética para edificações, como também na pesquisa acadêmica, capacitação de profissionais, conscientização da população e disseminação de boas práticas no mercado, o programa foi indicado ao prêmio Green Building Brasil na categoria "Políticas Públicas Sustentáveis". Saiba mais aqui.

fonte: ProcelInfo

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Brasil estuda adotar conta de luz pré-paga

Modalidade, a mesma usada na telefonia móvel, permite ao consumidor uma melhor gestão do consumo de energia elétrica
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que está estudando a possibilidade de oferecer aos consumidores brasileiros a possibilidade de optar pela modalidade de pré-pagamento da conta de luz, idêntica ao sistema usado na telefonia móvel. O assunto deverá ser regulamentado pela agência ainda no segundo semestre deste ano, depois de passar por consulta pública.

A proposta de regulamento, em fase de elaboração, ficará disponível para participação da sociedade, por meio de consulta pública para coleta de contribuições e aprimoramento da minuta.

Segundo a Aneel, essa modalidade possibilita ao consumidor uma melhor gestão do consumo de energia elétrica, pela possibilidade de monitoramento do consumo em tempo real. O sistema informa, por meio de avisos sonoros e luminosos, quando os créditos estão próximos a se esgotarem.

O pré-pagamento de energia já é utilizado em diversos países, como o África do Sul, Austrália, Colômbia, Estados Unidos, França, Moçambique, Peru e Reino Unido. Segundo a Annel, pesquisas feitas na Colômbia e na Argentina demonstram índices de aceitação e satisfação dos consumidores superiores a 80%.

A adoção do pré-pagamento de energia no Brasil também depende da regulamentação metrológica do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).

Consumo consciente
No mundo, 20%dos gases poluentes que causam o efeito estufa são gerados a partir da produção de energia elétrica, segundo dados da ONG WWF. Confira abaixo algumas dicas do Instituto Akatu que podem ajudar você a adotar uma rotina que vai ajudar você a reduzir o valor da conta de luz no fim do mês. É bom para o planeta e para o seu bolso:

- Troque lâmpadas e combata o efeito estufa. Se todas as famílias no Brasil trocassem apenas duas lâmpadas de casa por fluorescentes, evitariam a construção de uma nova termelétrica no país.

- Use mais luz natural. Evite acender lâmpadas durante o dia. Para clarear a casa, abra as janelas e aproveite a luz do dia o máximo que puder. No mesmo sentido, apague a luz em ambientes onde não há ninguém.

- Dê preferência a produtos com Selo Procel. Compre equipamentos que venham com o Selo Procel, pois ele qualifica aqueles que têm maior eficiência no consumo de energia. A classificação vai do A, que é o mais eficiente, até o E, com menos eficiência.

- Desligue os eletrodomésticos quando não estiver usando. Todo e qualquer aparelho que não esteja em uso (computador, rádio, televisão, DVD, etc) deve ser desligado. A televisão ligada na sala ou no quarto, sem ninguém para assisti-la, é um desperdício de energia.

- Desligue no botão dos aparelhos. Em stand by, embora os aparelhos estejam aparentemente desligados, não se engane. Nesse estado o aparelho também consome energia. Por isso, a dica é desligá-lo diretamente no botão.

- Tome banhos mais curtos. No inverno, o gasto de energia com esses aparelhos aumenta, por conta da resistência para esquentar a água. Por isso, quanto mais curto o banho, menor a conta de luz.

- Mantenha a porta da geladeira fechada. Primeiro, quando abrir a geladeira, tire tudo que vai precisar, evitando o abre-e-fecha, e não guarde alimentos ainda quentes. Além disso, em tempos mais frescos e no inverno, regule o termostato adequadamente, exigindo menos da geladeira e, periodicamente, ainda verifique a eficiência da borracha de vedação.
fonte: Equipe Akatu

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Energia solar: a nova fronteira do Brasil



O Brasil sempre foi reconhecido mundialmente por ser agraciado com uma enorme diversidade em recursos naturais: temos abundância em rios, florestas, minérios, petróleo, gás, e mais recentemente o vento. Mas, estranhamente, pouco se fala sobre uma das maiores e mais limpas fontes de energia renovável: o sol.
Chegam ao planeta Terra 34 milhões de megawatts a cada segundo oriundos do sol. Isso é 10 mil vezes mais do que tudo aquilo que nós humanos consumimos hoje em energia. O Brasil é também um dos países mais privilegiados do mundo em insolação, sendo que em algumas regiões temos o mesmo número de dias de sol por ano que o deserto.
Nossa região com menos insolação, Santa Catarina, é 30% a 40% maior que a melhor região da Alemanha, um dos países líderes em produção de energia solar. A China, mesmo sem ter toda essa insolação, já descobriu o potencial dessa nova fonte de energia sendo hoje um dos maiores produtores de painéis fotovoltaicos no mundo.
Por que o Brasil ainda não aproveita essa fonte de energia limpa, sem ruídos, gases, desmatamento e resíduos que nos chega todos os dias? A resposta não é tão simples.
O primeiro fator alegado, alguns anos atrás, era o preço, com alguma dose de razão. Hoje já não podemos mais dizer isso. Além de cair consistentemente nos últimos seis anos devido às novas tecnologias que vêm sendo adotadas na produção de painéis, a expectativa é que venha a cair mais ainda nos próximos anos, enquanto a expectativa da energia convencional é de subir ainda mais o preço. Em muitos Estados do país, se verificarmos os preços pagos pelos consumidores em suas contas de luz, a energia solar fotovoltaica já é mais barata hoje.
Além disso, a energia solar conta com uma vantagem adicional em relação às outras fontes: é gerada exatamente onde é consumida, ou seja, nos telhados das casas, comércios, depósitos, ou edifícios, não necessitando uso de linhas de transmissão, o que se convencionou chamar de geração distribuída.
Outro problema era escala competitiva, praticamente já superado. Só no ano de 2010 já se chegou a mais de 13 GW instalados no mundo, podendo chegar este ano a 25 GW, quase o dobro do ano passado.
Faltaria ainda a questão da regulamentação, também prestes a ser superada. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está neste momento com uma audiência pública em curso que, entre outras coisas, irá regulamentar até o final do ano a chamada "conexão no grid", ou seja, permitirá a um consumidor final de energia solar fotovoltaica até 1 MW que a energia por ele gerada durante o dia, por exemplo, seja descontada do seu consumo total ao final do mês. Isso facilitará em muito a ampliação do mercado consumidor de energias renováveis, entre elas a solar fotovoltaica. O próximo passo, aguardado pelo mercado com grande expectativa, seria a realização de um primeiro leilão de energia solar fotovoltaica no Brasil, atraindo com isso toda uma cadeia produtiva de alta tecnologia para nosso país.
Esses fatores somados abririam uma oportunidade histórica para um segmento de produção de energia que, além de totalmente sustentável, ajudaria no encaminhamento de problemas que vem se acumulando no setor energético.
O crescimento da energia hidráulica em grandes usinas está perto do seu limite, enfrentando problemas ambientais e exigindo pesados investimentos e longos prazos de maturação, além de demandar investimento em novas linhas de transmissão.
A região Norte do Brasil, chamada de sistema isolado pelo fato de não ser possível levar energia por meio de linhas de transmissão, é mantida com energia a diesel e carvão, sistema pago por todos nós graças a um adicional em nossas contas de luz. Ora, uma parte considerável desse consumo poderia ser substituída por energia solar.
A água potável de poços artesianos no interior de estados do Nordeste não pode ser bombeada pelo custo que demandaria levar uma rede elétrica até eles. Alguns poucos painéis solares resolveriam essa demanda. Foram levantados, somente em um estado, mais de 80 mil poços artesianos com água potável.
As grandes redes de supermercado, em especial no Nordeste, gastam recursos enormes para resfriar suas lojas, quando poderiam implantar em todas elas uma cobertura de painéis solares, que além de resfriá-la naturalmente estaria gerando energia. São milhões de metros quadrados de coberturas desperdiçadas ao longo de todo país.
Os próprios parques eólicos, que hoje estão transformando a paisagem de algumas regiões do país, poderão ser consumidores de painéis solares nas áreas em que estão instalados. São centenas de hectares de terrenos não aproveitados que poderiam estar gerando energia durante o dia, já que o vento normalmente sopra durante a noite, dando assim mais retorno à linha de transmissão já instalada. É o que poderíamos chamar de energia renovável "flex", sol durante o dia e vento durante a noite.
Como podemos ver, são imensas as oportunidades que se abrem neste imenso país banhado de sol por todos os lados. O governo está dando os primeiros passos, sinalizando que é o momento de arregaçarmos as mangas para transformar o Brasil em um player mundial no setor de energia solar fotovoltaica. As próximas gerações nos agradecerão por isso.
Fonte: Emerson Kapaz, empresário, presidente da Ecosolar do Brasil S/A e sócio da Alek Consultoria Empresarial, em artigo publicado no jornal Valor


domingo, 2 de outubro de 2011

O dia em que um carro pegou o metrô

Kenguru Car é um carro elétrico para cadeirantes, que pode revolucionar sua mobilidade e por consequência, sua qualidade de vida. Ele atinge uma velocidade de até 110 km e você pode até pegar metrô com ele se quiser. Assista aos vídeos e veja como funciona.



fonte: hypeness

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Consumo verde e boas intenções não conseguirão desacelerar a mudança climática

1 
Foto: Capitan Giona, via Flickr/CC BY-SA.


Um economista do Fundo de Defesa Ambiental (EDF, na sigla em inglês) escreveu no New York Times uma mensagem que 95% das pessoas que adotam um estilo de vida “verde” não querem ouvir: seus hábitos de consumo éticos, seus carros elétricos, sua dieta orgânica e seus esforços diligentes para reduzir o uso do ar condicionado – nada disso está deixando a mais leve marca na resolução da crise climática e de biodiversidade que arruína nosso frágil planeta. No grande esquema das coisas, é como se nada disso valesse a pena.
Mas...
Primeiro, o Times:
"VOCÊ reduz, reutiliza e recicla. Você separa papel e plástico. Você evita uvas fora da estação. Está fazendo todas as coisas certas. Ótimo.
Pois saiba que isso não irá salvar o atum, proteger a floresta tropical ou deter o aquecimento global. As mudanças necessárias são tão grandes e profundas que estão além do âmbito da ação individual”
Mas ...mas...mas ...
Eu sei! Eu sei: não tenho carro. Ando de bicicleta. Tento não comprar alimentos geneticamente modificados ou peixes ameaçados. Mas o que todas essas coisas fazem ao ambiente?
[ ]
Isoladas, nada. Mas no fundo, é isso:
Nph_loves_mondays 
Fazem com que a gente se sinta bem. (Ou pelo menos fariam, se eu não fosse um cínico tão empedernido). E ao fazer com que as pessoas se sintam bem, reduzem o imperativo pessoal que levam à ação por uma mudança significativa:
Se eu  compro cenouras orgânicas e dirijo um Prius, porque deveria participar dos protestos contra a extração de petróleo? Sabe como é, já planejei um jantar para aquele dia (mas não se preocupe, é só comida vegan), e vamos combinar, dá tanto trabalho! Além disso, protestos são um porre, são tão demodê! É por isso que Zizek acredita que o capitalismo consciente é uma piada perniciosa.
A questão que o EDF coloca faz sentido, é assustadora e absolutamente incômoda: se queremos de fato deter a mudança climática, um pouco de consumo ético não é o bastante – não vai chegar nem perto. De uma forma ou de outra, precisamos reorganizar todo o nosso sistema econômico para que passe a ser do interesse de todos não emitir gases do efeito estufa, não despejar poluentes, não pescar em excesso, etc. É uma façanha quase inimaginável, mas que os jovens de hoje terão que realizar se quiserem que seus filhos cresçam em um mundo de estabilidade climática.
Precisamos de ação coletiva – isso sim! Escreva para os políticos em quem votou, organize sua comunidade local, demonstre, proteste (e sim, também continue comprando produtos locais e a fazer todas aquelas coisas). Só não podemos parar nas boas ações e intenções, isoladas e individuais.
fonte: TreeHugger

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Conheça cinco tecnologias LED que vão dominar o mundo



Olhe para esta pequena luz verde ou azul que indica que seu monitor, notebook ou tablet está ligado. Perceba como ela é precisa, controlada e pequena o suficiente para caber, muitas vezes, dentro do próprio botão "power".

Agora imagine se, no lugar dessa luz, houvesse uma lâmpada incandescente igual àquelas mais antigas: um bulbo de vidro quente e amarelado com dois centímetros de diâmetro no mínimo e que precisa ser substituído a cada ano. É assim que seria o mundo sem os LEDs.

Esse é apenas um exemplo de como os LEDs já mudaram o mundo atual, mas ainda podemos citar milhares de aplicações para esse pequeno componente eletrônico capaz produzir luz (quase) sem emitir calor. Mas que mudanças o LED ainda pode trazer para o futuro?


O que é um LED?

Assim como já explicamos anteriormente, o Diodo Emissor de Luz ("Light Emitting Diode", em inglês) é um componente eletrônico que tem a capacidade de produzir luz através da eletroluminescência, fenômeno em que fótons são liberados depois que uma corrente elétrica passa por um campo que excita e separa os elétrons.

Esse método tem várias vantagens se comparado às primeiras lâmpadas incandescentes inventadas por Thomas Edison há mais de um século. A primeira é a eficiência: menos de 10% da energia consumida por uma lâmpada comum é usada para produzir luz, o restante é desperdiçado em forma de calor. Já nos LEDs, essa eficiência ultrapassa os 80%.

Além disso, LEDs podem ser fabricados em tamanhos muito menores, além de serem mais confiáveis: a maioria dos primeiros LEDs fabricados nos anos 80 e 90 estão em uso até hoje. Ainda assim, esses componentes são utilizados mais como indicadores luminosos do que como fontes de iluminação para locais com pouca luz, mas isso está mudando rapidamente.

Aplicação

São raros os produtos eletrônicos produzidos atualmente que não utilizam nenhum LED, indo desde pequenos dispositivos Bluetooth USB até os sinalizadores nas asas dos aviões. Lâmpadas LED capazes de substituir as florescentes e fosforescentes ainda têm um preço de aquisição relativamente caro, mas esse valor é compensado em longo prazo, na forma de economia na conta de luz.

Na verdade, a produção em massa hoje barateou tanto os custos desses componentes que os LEDs são usados mesmo em locais que quase nunca são vistos por ninguém, como no interior dos computadores. Outros produtos mais complexos são derivados dos LEDs, como os diodos de lasers e a fibra ótica.

Além de servirem como indicadores luminosos e iluminação básica, os LEDs também têm substituído as lâmpadas convencionais em outras áreas, como nas famosas "TVs de LED" vendidas hoje. Essas telas (que não são feitas de LED) passaram a usar a luz do diodo para iluminar a imagem que aparece logo à frente no painel LCD, substituindo as lâmpadas brancas.

O Futuro do LED

Iluminação pública e semáforos

Muitas das maiores cidades do mundo estão substituindo as lâmpadas convencionais dos postes nas ruas por dispositivos LED, assim como já tem acontecido em São Paulo e Curitiba (PR). Essas lâmpadas ainda custam mais que o dobro do preço se comparadas com as convencionais, mas a economia de energia e o custo de manutenção reduzido têm compensado cada vez mais.

Empresas como a Philips e a Pansonic têm trabalhado incessantemente para desenvolver lâmpadas LEDs cada vez mais baratas e eficientes. Um exemplo é a EnduraLED, apresentada pela Philips no começo do ano, que tem o brilho equivalente à uma lâmpada incandescente de 60 watts, mas consumindo 80% menos e durando até 25 vezes mais.

Os semáforos de trânsito também estão sendo beneficiados pela tecnologia, tendo suas lâmpadas substituídas por centenas de pequenos pontos de LED. Além de serem mais econômicos, os novos sinalizadores de trânsito produzem as luzes coloridas com muito mais brilho, não sendo ofuscadas pelo sol.


OLED

Diferentemente das TVs LCD com LED backlight, telas com o OLED podem ser chamadas de "TVs de LED" sem nenhum problema. Essa tecnologia usa uma versão melhorada do LED com compostos orgânicos de carbono, permitindo produzir uma infinidade de cores e ainda ser flexível.

Além de ser mais brilhante, uma tela de OLED dispensa completamente a luz de fundo, resultando em um painel mais fino que qualquer outra tecnologia. Outro ponto notável do OLED é o contraste, que pode chegar aos 100%. Enquanto que o LCD usa pixels com um tom escuro de cinza para simular o preto, os pixels de OLED podem ser desligados individualmente, produzindo a ausência real de luz.

Alguns problemas não sanados, como o tempo de vida reduzido e distorção da cor azul, impedem que o OLED entre no mercado de vez, além do custo mais elevado que qualquer tecnologia nova possui. Ainda assim, gadgets modernos, como o PlayStation Vita, já estão apostando nas telas de diodo orgânico.

Quantum Dots

Um dos principais problemas que muitos fabricantes enfrentam com o OLED é a perda gradual da cor azul. Isso ocorre porque os diodos azuis usados para produzir o espectro de cor de cada pixel se desgastam mais rápido que o vermelho e o verde. É aqui que o "Quantum Dots OLED" entra.

Em vez de usar a junção de três diodos para formar todas as cores básicas (RGB), displays com a tecnologia Quatum Dots realizam variações nanométricas no tamanho do espaço por onde os pacotes de quantum passam, produzindo qualquer cor entre o vermelho e o violeta.

Dessa forma, o espaçamento entre cada pixel da tela pode ser menor, permitindo resoluções maiores sem alterar o tamanho do aparelho. Outra vantagem é o consumo de energia ainda menor que o do OLED.

As cores do QD-OLED também são mais reais, isso porque ele não precisa de combinações do verde, vermelho e azul para produzir espectros diferentes. Cada cor produzida pelos LEDs é pura, com muito mais definição.

LED na moda

O baixo consumo de energia e o tamanho reduzido do LED o tornaram próprio para ser usado como vestuário. Vários fabricantes estão empregando as luzes em roupas recreativas, como vestidos de festas e camisetas de balada.

Os japoneses são ainda mais ousados e estão utilizando o LED para deixar qualquer um com um sorriso realmente brilhante, colocando LEDs atrás dos dentes. A popularização desse tipo de moda iluminada pode parecer improvável hoje, mas é possível que aconteça de forma mais discreta e gradual no futuro.


Projeção de imagens

Um dos principais fatores que fazem os projetores ainda serem caros é o preço de suas lâmpadas. Elas não só têm um alto valor de aquisição, mas também exigem um aparato eletrônico complexo para ativá-las e resfriá-las, além de ter uma vida útil bastante curta. Isso pode mudar no futuro, graças ao LED.

LEDs já são usados para construir projetores de imagem muito menores que os seus predecessores, que usam filamento de tungstênio, jamais seriam, como é o caso do "nHD PICO", da Texas Instruments. Outros fabricantes, como a Sony, já anunciaram câmeras que não se limitam à apenas filmar em HD, mas que também podem projetar a imagem em alta resolução sem precisar de qualquer aparelho adicional.

A presença do LED em projetores de maior porte, como os do cinema, ainda é tímida, dado o alto custo que as lâmpadas de alta capacidade ainda têm. Mas, assim como já vem ocorrendo com a iluminação pública, é inevitável que as lâmpadas incandescentes na retroprojeção sejam aposentadas em poucos anos.

fonte: Procel



Google Green!


O Google, gigante da Internet, acaba de criar o Google Green, uma página na internet que tem como objetivo mostrar ao mundo quanta energia é consumida e quanto contaminamos o meio ambiente a cada busca realizada, vídeo visto no Youtube ou e-mail enviado via Gmail.

Centenas de pessoas usam o Google como página inicial. Seus doodles são motivo de furor quando aparecem. O Youtube é o maior canal de vídeo do planeta. O Gmail é um dos maiores gestores de correio eletrônico do mundo. Todas essas ações de busca e envio de informações consomem uma quantidade enorme de energia. Foi pensando nisso que a companhia lançou o site, que visa manter os usuários informados e melhorar a sua eficiência energética.

Para ter uma ideia, o consumo do Google é de 2,6 milhões de megawatts, consumo aproximado de 20.000 famílias. Esse dado supõe que, de toda a energia do mundo, somente o Google consome 0,01 do total. O número representa 1% do que consomem todas as bases de dados do mundo.

Estes dados de consumo extrapolado de CO2 supõe, de acordo com o que foi publicado no novo site, que em 2010 o buscador emitiu 1,46 milhões de toneladas de CO2.

Já para os usuários, dividindo o consumo pela quantidade de buscas, de e-mails enviados e de vídeos assistidos, também é possível encontrar dados interessantes. A cada 100 buscas realizadas no Google, são geradas e emitidas na atmosfera 20 gramas de CO2. Três dias contínuos de exibição de vídeos no youtube gerariam aproximadamente 3 quilos de CO2 e cada usuário do G-mail consome 2,2kWh, o mesmo que 1,2 quilos de dióxido de carbono.

Mas apesar de a companhia se orgulhar de gastar a metade da energia que a maioria de seus concorrentes e da eficiência dos seus centros de dados, por enquanto apenas 25% das suas fontes de energia provém de fontes renováveis. Em 2012 a empresa espera que essa porcentagem suba para 35 e no futuro chegue a ser 100% verde.



Fonte: Universia - 19.09.2011

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Saiba por que a lâmpada fria economiza 75% em relação à quente




Brasil - De acordo com uma projeção da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo de energia elétrica crescerá 4,8% ao ano até 2020. Isso significa que o gasto em residências subirá dos 107,2 GWh registrados em 2010 para 166,9 GWh daqui a uma década. Mas é possível reduzir esses números a partir de pequenos hábitos - como apagar as luzes nos cômodos sem utilização - e do uso otimizado dos equipamentos e utilitários domésticos. As lâmpadas, por exemplo, podem economizar até 9,6 kW por mês - considerando quatro lâmpadas comuns ligadas cinco horas por dia.

Há dois tipos principais de lâmpadas usadas em casas: as incandescentes, ou amarelas, e as fluorescentes, ou brancas. Essas últimas, de acordo com o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), são as que mais economizam luz - até 75% em relação ao primeiro tipo, conhecido também como "comum". O gasto menor se deve ao modo como as duas funcionam e à quantidade de energia elétrica gasta para gerar uma mesma quantidade de luminosidade.

As incandescentes têm um filamento de tungstênio, metal com o maior ponto de fusão entre os conhecidos pela química. Quando a corrente elétrica passa pelo fio, faz com que os elétrons se choquem e liberem luz e calor. A luz se espalha pelo gás que existe dentro do bulbo de vidro da lâmpada, iluminando o ambiente. Em uma lâmpada queimada, o filamento de tungstênio está partido e a energia não consegue chegar ao outro lado, ou seja, não há produção de luz.

As lâmpadas fluorescentes não têm fios de metal. Elas são em formato de tubo - grande e único, ou pequenos e curvados - dentro do qual há gás ou vapor. Quando a corrente elétrica passa por esse meio gasoso, produz luz. O calor dissipado é muito menor - por isso essas lâmpadas também são conhecidas como frias, enquanto as amarelas são chamadas de quentes.

Mas não é por causa da temperatura que as lâmpadas fluorescentes são mais eficientes do que as incandescentes: é por causa da quantidade de luz em relação ao gasto de energia. A quantidade de luz é medida pelo fluxo luminoso, cuja unidade é o lúmens, abreviado lm. O consumo é medido em quilowatts-hora (kWh), ou seja, está ligado à potência da lâmpada.

Na prática, isso significa que uma lâmpada branca de 40W gera o mesmo gasto de energia que uma lâmpada amarela de 40W. A diferença é que a lâmpada fria emite cerca de 3 mil lúmens, enquanto a quente emite apenas 600 lm. Fazendo as contas, no lugar de uma lâmpada incandescente de 40W para iluminar a sala de estar, poderia ser usada uma lâmpada fluorescente de 8 W, com o mesmo resultado final em termos de iluminação - e cinco vezes menos consumo de energia elétrica.

Entre as fluorescentes, um dos tipos mais comuns é o tubular, que precisa de um reator para adequar a tensão da rede elétrica (medida em volts). Já no caso das lâmpadas fluorescentes compactas ou circulares (LFC), o reator vem acoplado à lâmpada - há diferença entre as bases de encaixe, que exigem bocais específicos, e as de rosca, que podem ser instaladas nos soquetes de lâmpadas incandescentes comuns. Os modelos fluorescentes compactos têm tubos em forma de U ou arco, enquanto os circulares têm formato, como o nome indica, completamente circular - e precisam de adaptadores para serem ligadas a bocais comuns.

Para uso residencial, o Procel indica as lâmpadas brancas, pois têm durabilidade de seis a oito vezes maior do que as amarelas e alta eficiência, com baixo consumo de energia. Elas são ideais para o uso em ambientes em que passam mais de quatro horas ligadas. O Programa também indica o uso para minuteiras, que acendem por um minuto quando o interruptor é acionado, e para as acionadas por sensor de presença, que só permanecem ligadas enquanto há movimentação no ambiente, mas faz a ressalva de que a economia, nesse caso, não é tão grande.

E quem garante que há, realmente, economia de energia com as lâmpadas brancas? O próprio Procel. O selo do Programa indica que a lâmpada foi testada e atende a parâmetros de economia e durabilidade - todo ano, fabricantes reapresentam os modelos para novos testes. O Selo também funciona como garantia de que lâmpada não vai queimar no período de 12 meses - não incluídos problemas causados por mal uso. Segundo o Procel, o Selo serve, mais do que isso, para orientar o cliente sobre quais os artigos que oferecem, de fato, o que a tecnologia promete, evitando decepções que poderiam levar os consumidores a abandonar seu uso.

Fonte: Procel