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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Energia solar: a nova fronteira do Brasil



O Brasil sempre foi reconhecido mundialmente por ser agraciado com uma enorme diversidade em recursos naturais: temos abundância em rios, florestas, minérios, petróleo, gás, e mais recentemente o vento. Mas, estranhamente, pouco se fala sobre uma das maiores e mais limpas fontes de energia renovável: o sol.
Chegam ao planeta Terra 34 milhões de megawatts a cada segundo oriundos do sol. Isso é 10 mil vezes mais do que tudo aquilo que nós humanos consumimos hoje em energia. O Brasil é também um dos países mais privilegiados do mundo em insolação, sendo que em algumas regiões temos o mesmo número de dias de sol por ano que o deserto.
Nossa região com menos insolação, Santa Catarina, é 30% a 40% maior que a melhor região da Alemanha, um dos países líderes em produção de energia solar. A China, mesmo sem ter toda essa insolação, já descobriu o potencial dessa nova fonte de energia sendo hoje um dos maiores produtores de painéis fotovoltaicos no mundo.
Por que o Brasil ainda não aproveita essa fonte de energia limpa, sem ruídos, gases, desmatamento e resíduos que nos chega todos os dias? A resposta não é tão simples.
O primeiro fator alegado, alguns anos atrás, era o preço, com alguma dose de razão. Hoje já não podemos mais dizer isso. Além de cair consistentemente nos últimos seis anos devido às novas tecnologias que vêm sendo adotadas na produção de painéis, a expectativa é que venha a cair mais ainda nos próximos anos, enquanto a expectativa da energia convencional é de subir ainda mais o preço. Em muitos Estados do país, se verificarmos os preços pagos pelos consumidores em suas contas de luz, a energia solar fotovoltaica já é mais barata hoje.
Além disso, a energia solar conta com uma vantagem adicional em relação às outras fontes: é gerada exatamente onde é consumida, ou seja, nos telhados das casas, comércios, depósitos, ou edifícios, não necessitando uso de linhas de transmissão, o que se convencionou chamar de geração distribuída.
Outro problema era escala competitiva, praticamente já superado. Só no ano de 2010 já se chegou a mais de 13 GW instalados no mundo, podendo chegar este ano a 25 GW, quase o dobro do ano passado.
Faltaria ainda a questão da regulamentação, também prestes a ser superada. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está neste momento com uma audiência pública em curso que, entre outras coisas, irá regulamentar até o final do ano a chamada "conexão no grid", ou seja, permitirá a um consumidor final de energia solar fotovoltaica até 1 MW que a energia por ele gerada durante o dia, por exemplo, seja descontada do seu consumo total ao final do mês. Isso facilitará em muito a ampliação do mercado consumidor de energias renováveis, entre elas a solar fotovoltaica. O próximo passo, aguardado pelo mercado com grande expectativa, seria a realização de um primeiro leilão de energia solar fotovoltaica no Brasil, atraindo com isso toda uma cadeia produtiva de alta tecnologia para nosso país.
Esses fatores somados abririam uma oportunidade histórica para um segmento de produção de energia que, além de totalmente sustentável, ajudaria no encaminhamento de problemas que vem se acumulando no setor energético.
O crescimento da energia hidráulica em grandes usinas está perto do seu limite, enfrentando problemas ambientais e exigindo pesados investimentos e longos prazos de maturação, além de demandar investimento em novas linhas de transmissão.
A região Norte do Brasil, chamada de sistema isolado pelo fato de não ser possível levar energia por meio de linhas de transmissão, é mantida com energia a diesel e carvão, sistema pago por todos nós graças a um adicional em nossas contas de luz. Ora, uma parte considerável desse consumo poderia ser substituída por energia solar.
A água potável de poços artesianos no interior de estados do Nordeste não pode ser bombeada pelo custo que demandaria levar uma rede elétrica até eles. Alguns poucos painéis solares resolveriam essa demanda. Foram levantados, somente em um estado, mais de 80 mil poços artesianos com água potável.
As grandes redes de supermercado, em especial no Nordeste, gastam recursos enormes para resfriar suas lojas, quando poderiam implantar em todas elas uma cobertura de painéis solares, que além de resfriá-la naturalmente estaria gerando energia. São milhões de metros quadrados de coberturas desperdiçadas ao longo de todo país.
Os próprios parques eólicos, que hoje estão transformando a paisagem de algumas regiões do país, poderão ser consumidores de painéis solares nas áreas em que estão instalados. São centenas de hectares de terrenos não aproveitados que poderiam estar gerando energia durante o dia, já que o vento normalmente sopra durante a noite, dando assim mais retorno à linha de transmissão já instalada. É o que poderíamos chamar de energia renovável "flex", sol durante o dia e vento durante a noite.
Como podemos ver, são imensas as oportunidades que se abrem neste imenso país banhado de sol por todos os lados. O governo está dando os primeiros passos, sinalizando que é o momento de arregaçarmos as mangas para transformar o Brasil em um player mundial no setor de energia solar fotovoltaica. As próximas gerações nos agradecerão por isso.
Fonte: Emerson Kapaz, empresário, presidente da Ecosolar do Brasil S/A e sócio da Alek Consultoria Empresarial, em artigo publicado no jornal Valor


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Empresa italiana desenvolve cimento transparente que poupa energia



O Grupo Italcementi, da Itália, desenvolveu um cimento transparente, que permite a entrada de luz nos edifícios, diminuindo assim os gastos com energia elétrica. 

O pavilhão italiano da Expo Shangai 2010, projetado pelo arquiteto italiano Giampaolo Imbrighi, é o único a possuir a tecnologia por enquanto. A obra utilizou o material em cerca de 40% de sua composição. 


O produto, batizado como i.light, garante a transparência através de um método inovador que mistura cimento e 50 tipos de aditivos de resinas plásticas que possuem aproximadamente de dois a três milímetros de espessura. As propriedades da mistura permitem a ligação de uma matriz de resina plástica em um painel final que combina a robustez típica de materiais cimentícios e a possibilidade de filtrar a luz tanto para dentro, como para fora.


As resinas, se adequadamente inseridas no material de cimento, têm maior transparência do que as fibras ópticas, já utilizadas experimentalmente neste campo. Além disso, o i.light custa muito menos, o que permite a sua aplicação em larga escala. O cimento transparente também oferece maior luminosidade, uma vez que as resinas são capazes de explorar ângulos com maior incidência de luz do que as fibras ópticas.


Essas resinas, que podem ter cores diferentes e interagir tanto com luz artificial como natural, permitem a criação de uma iluminação suave e quente no interior do edifício e outra clara e brilhante do lado de fora. Além disso, o olho humano também é capaz de enxergar imagens e objetos colocados atrás do painel.



A transparência do material é de cerca de 20%. Também foram desenvolvidos painéis semitransparentes, para satisfazer questões arquitetônicas, estes são capazes de transmitir 10% da iluminação ambiente. O material pode ser utilizado em coberturas, fechamentos de fachadas, pisos, escadas, varandas, como divisória de ambientes e na decoração. 

O novo material foi desenvolvido pelo Grupo Italcementi, exclusivamente para o Pavilhão Italiano, o produto é coberto por uma patente. Ainda não existe previsão para comercialização do produto no mercado mundial.

Fonte: Ciclo Vivo

Pois é, de pouco em pouco vão aparecendo mais e mais tecnologias para podermos reverter (ou pelo menos diminuir) a destruição do planeta.

Hehehehe...só tem um tipo de construção que não vai poder usar esse tipo de cimento...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

China cumpre desafios de crescimento econômico


_Notícias_
Fonte: China Daily - 23.09.2011
China - A coordenadora residente da ONU na China, Renata Lok-Dessallien, elogiou o papel da China na promoção do desenvolvimento sustentável. Dessallien, que sucedeu Khalid Malik depois de servir na mesma função na sede da ONU em Bangladesh, disse que muitos outros países se esquecem de que a China é um país em desenvolvimento.

"Quando você olha para os indicadores, a China pode ser a segunda maior economia do mundo, mas é classificada como o nº 82 no ranking de renda per capita", disse Dessallien, acrescentando que ainda há um longo caminho a percorrer para a nação se tornar um país desenvolvido. No meio de seu boom econômico, a China enfrenta os desafios colocados pelo desenvolvimento, particularmente as questões ambientais. Os esforços na proteção ambiental e nas campanhas para o crescimento sustentável mostram a percepção e a visão estratégica dos políticos do país.

O crescimento econômico nos últimos 30 anos tem sido forte e é bom para a China. Ele vem com um custo, mas o país está cumprindo o desafio, disse a coordenadora da ONU. A China tem agora objetivos de eficiência energética, e Dessallien assinalou que o país está lidando com esta questão de forma responsável e harmoniosa. "Os países desenvolvidos, quando estavam no atual nível da China, não estavam preocupados com o meio ambiente e todas estas coisas", disse Dessallien.