
Hoje estou trazendo alguns dados para uma reflexão...
Desde o início da Revolução Industrial, a implantação de técnicas de produção e um modo de consumo predatório vêm provocando um grande impacto das atividades humanas sobre o meio ambiente usando o presusposto que os recursos naturais são inesgotáveis.
A população mundial atingiu 6,5 bilhões em 2006 podendo elevar-se a 7 bilhõe em 2012 (ONU) e a 9 bilhões em 2050 (ONU).
A maioria em centros urbanos do mundo em desenvolvimento.
837 milhões de pessoas no mundo, em 2001 morando em favelas, na América Latina 26% da populção (ONU) e estima-se que em 2035, a parcela urbana mundial de pobreza extrema pode chegar 50%.
Cinco cidades brasileiras estão entre as 20 mais desiguais do mundo. Goiânia (10ª), Belo Horizonte (13ª), Fortaleza (13ª), Brasília (16ª) e Curitiba (17ª) são as que apresentam as maiores diferenças de renda entre ricos e pobres no País esses dados são índice de Gini e são baseados na renda, superior a 0,60. Esse índice varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade entre o que as pessoas ganham). Quando o índice de Gini tem como base o gasto em consumo, reflete menos desigualdade do que quando se baseia em renda.
Isso significa que, mesmo que as cidades brasileiras apresentem um alto índice de desigualdade de renda, o acesso à água potável e ao saneamento básico obtiveram um resultado melhor do que as cidades altamente desiguais dos países pobres africanos.
-Atualmente 1/3 da população mundial sofre com a carência de água;
-2/3 da população terão dificuldades em obter água no ano 2025 (PNUMA apud Braun, 2003).
Nas cidades, os problemas de abastecimento estão diretamente relacionados:
-ao crescimento da demanda, ao desperdício e à urbanização descontrolada – que atinge regiões de mananciais.
-Cerca de 34 mil pessoas morrem diariamente por falta de água potável.
-Em 2025, três milhões de pessoas viverão em países em conflito devido à escassez de água.
(UNESCO)
-cerca de 1 bilhão passam fome;
-1,2 bilhão vivem com menos de um dólar por dia;
-2 bilhões não têm acesso a água potável; e
-1 bilhão sofrem de anemia.
As estatísticas sobre pessoas que morrem de fome por ano: variam de 9 milhões (The Hungry Site) a 30 milhões (Geopolítica da Fome), segundo a ONU, 8 milhões de crianças falecem por ano porque não têm o que comer, dependendo do organismo que fez o levantamento.
Cinco países a China, a Coreia do Sul, os Emirados Árabes Unidos, o Japão e a Arábia Saudita - usam mais de 7,6 milhões de hectares para cultivo próprio fora do território nacional.
“A corrida para comprar terras cultiváveis no exterior”- "Deslocalização agrícola“. (Le Monde)
As organizações de produtores nos alertam cada vez mais sobre a questão da concentração de terras e sobre os conflitos entre os pequenos camponeses e o agrobusiness, que produz para exportação.

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