Executivo da CH2M HILL, construtora que participou do consórcio responsável pelo projeto e execução dos Jogos de 2012, diz que para ser sustentável é preciso dedicação à excelência
São Paulo - O sonho britânico de realizar as Olimpíadas mais verdes de que se tem notícia está se tornando realidade. Há pouco mais de um ano para a cerimônia de abertura, os estádios, erguidos dentro dos padrões da construção sustentável, estão entrando em fase de testes.
O segredo? “Dedicação à excelência para atingir objetivos”, afirma Michael A. Szomjassy, presidente da área ambiental da CH2M HILL.
A construtora americana integrou, junto com a Mace e Laing O'Rourkeo, o consórcio responsável pelo planejamento, design e construção da infraestrutura dos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Em entrevista àEXAME.com, Szomjassy avalia o desempenho da cidade sede em atingir metas e fala de suas expectativas para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro – que também pleiteia o título de Olimpíadas verdes.
EXAME.com - Como Londres está se saindo até agora?
Michael A. Szomjassy - O último centro esportivo em construção foi entregue há duas semanas, um ano antes das Olimpíadas. Isso diz muita coisa. Sob liderança da autoridade Olímpica, todas as equipes envolvidas no projeto, de empreiteiras a parceiros, trabalharam seguindo à risca um conjunto consistente de diretrizes e metas. Isso permitiu que todos ficassem alinhados com os objetivos globais de sustentabilidade, de custos, segurança e cronograma.EXAME.com - Quais ações e projetos britânicos podem inspirar o Brasil? Temos alguma vantagem sobre Londres?
Michael A. Szomjassy - O Rio tem um conjunto diferente de questões, que vai exigir soluções específicas. Em Londres, as obras de infra-estrutura se concentraram numa área principal [uma antiga região industrial com grave problema de terrenos contaminados], enquanto os Jogos no Rio se distribuirão por vários locais, que exigirão construção de estradas adicionais e outros elementos.
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