As portas do edifício R128 não têm maçanetas. Nem os banheiros do prédio têm torneiras. Um mero aceno de mão basta para que as portas se abram ou para que a água começe a jorrar. Isso graças a sensores sensibilíssimos. Em 2000, o arquiteto alemão Werner Sobek já chamava a atenção em todo o mundo para seu projeto.
Casa completamente reciclável
A casa é uma das nove edificações que formam a exposição itineranteMade in Germany: Arquitetura e Ecologia, que deverá percorrer várias cidades na Europa, Índia e Paquistão. Inaugurada em Barcelona – onde poderá ser vista até fins de agosto – , a mostra segue em setembro para Amsterdã. Em outubro e novembro, estará em Riga.
Entre os projetos expostos está, entre outros, um jardim-de-infância, cujas descargas sanitárias nos banheiros utilizam água de chuva. No mais, pode-se ainda ver na exposição um “heliotropo”: uma casa que dispõe de um sofisticado sistema de energia solar, girando em torno de si mesma para melhor aproveitar a luz do sol.
Aspectos econômicos da ecologia
Além dos aspectos ecológicos, os edifícios expostos ainda têm outra coisa em comum: são caros. Porém, a longo prazo, rentáveis. “As instalações solares são amortizadas entre 15 e 20 anos. Tudo isso, mesmo considerando que a construção de casas ecológicas é subvencionada pelo Estado alemão”, assegura Fried Ranft, da empresa Casa, de Aachen.
A Casa dedica-se à arquitetura ecológica, um setor em franca expansão na Alemanha. “As pessoas estão percebendo que esse é um tipo de arquitetura que vale a pena, um bom investimento. Além disso, elas ficam mais satisfeitas consigo mesmas, quando investem na própria qualidade de vida. E sentem-se bem em suas novas casas”, diz Ranft.
Boom de energias renováveis
A Alemanha é um dos países pioneiros no setor de arquitetura ecológica. Quem produz energia em sua própria casa, tem a garantia do Estado de que pode vender seu “produto” a preços fixos, durante 20 anos. O resultado é um verdadeiro boom do setor de energias renováveis no país. Segundo o Ministério alemão do Meio Ambiente, este tipo de energia corresponde a 2,9% do consumo energético na Alemanha. A meta é chegar a 4,2% até o ano de 2010.
fonte: DW-WORLD.DE
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