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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Café – um “case” de sucesso também no Brasil


Acompanho a rede Starbucks desde sua infância, inicialmente como uma importadora de cafés selecionados de todo o mundo, com uma única loja em Seattle, nos EUA, início dos anos 70. A sua expansão para se tornar o que conhecemos hoje, uma rede internacional que mudou os conceitos de se tomar café em todo o mundo, deu-se – no entanto – a partir de meados dos anos 90. Chegou ao Brasil faz cinco anos e – comedidamente – vai ganhando seu espaço em um país onde nunca se imaginaria que ela conseguisse deslocar o nosso famoso cafezinho tomado no balcão do bar mais próximo. Mas o “case” internacional firmou-se e hoje já encontramos muitas de suas lojas em São Paulo, principalmente. Pedi a um conhecido*, que sei conhecedor deste mundo interessante, para que me explicasse como ele enxerga este fenômeno. Eis sua interessante explicação:

“A Starbucks Coffee Company maior rede de bebidas à base de café espresso do mundo, continua a expandir seu leque mundial de operações. Mas, além do capital, o que sustenta a ampliação do negócio? Que valor pode-se identificar com a consistente estratégia da empresa para crescer no varejo?

Em 1998, por exemplo, iniciou o desbravamento do leste asiático por Taipei. Logo após, em 1999, deu seu primeiro passo na China continental e abriu uma loja em Beijing. Desde então investiu em atrair a nova classe de consumidores chineses. Hoje com 400 pontos de venda pretende chegar a 1.500 lojas na China até 2015.

No Brasil desde 2006, a rede surfa a expansão nacional do consumo de café fora do lar que representava 14% do total em 2003 e saltou para 57% em 2010, de acordo com levantamento de reputada consultoria de varejo.

Em todos os 30 países onde está hoje, cria ambientes sempre confortáveis para que os clientes possam alongar a estadia e tomar as bebidas à base de café. Os folhetos informativos presentes nas lojas levam ao grande público as estórias do café e o envolvimento da marca com a cadeia de produção. Informações sobre a região de origem, a colheita e a variedade do grão, antes irrelevantes, se tornaram fundamentais para a decisão de compra.

Entretanto é a utilização exclusiva de café certificado como “fairtrade” (negócio justo) que passa aos clientes a responsabilidade ética perante o café que consomem, de forma a valorizar os produtores que atuam de maneira sustentável. Em resumo, a Starbucks descobriu há muito que sustentabilidade não é diferencial, mas competência. Percebeu que independentemente do continente em que está, São Paulo é mais uma cidade global e que a percepção do consumidor é o fator mais importante para fazer crescer um negócio.”

*sugestão de pauta e citação de Ricardo A.C. Aranha, Zoffee Consultoria – ilustração “Coffee Tree” de commons. wikimedia.

Interessante não? Quem não gosta de Starbucks?

Fonte: Exame.com

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