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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O que são cidades regenerativas e por que são o caminho para um futuro verde

Cidades
Ecópolis: o ideal que devemos alcançar ©copyright Herbie Girardet/ Rick Lawrence
As grandes cidades são um exemplo de eficiência: disponibilizam serviços básicos como água, energia e transporte para um grande número de pessoas a um baixo custo (se compararmos, por exemplo, o custo de levar luz para cem pessoas que vivem em um mesmo edifício e para cem que vivem no campo).
Mas também são o destino da maior parte de combustíveis fósseis, concreto e metais extraídos, além de consumirem quase metade da capacidade fotossintética anual da natureza. Se a tudo isso somarmos que mais da metade da população mundial vive nas cidades e que esse número está crescendo, fica fácil entender porque as cidades são elementos importantes para pensar um futuro sustentável.
Em Treehugger, estamos citando há algum tempo diferentes ações cujo objetivo é tornar tornar nossas cidades mais verdes e amigáveis, de pequenas intervenções,como a recuperação de quarteirões e a criação de espaços verdes, até a fundação de novas cidades inteligentes e o replanejamento de cidades já existentes. No entanto, um relatório do World Future Council (via Planeta Sustentável) garante que aumentar a eficiência das nossas cidades não é o bastante: é preciso pensar em cidades regenerativas.
“O desafio de hoje não é apenas criar cidades sustentáveis, mas sim cidades regenerativas. Trata-se de assegurar que elas não apenas se tornem energeticamente eficientes e emitam pouco carbono, mas que enalteçam e não debilitem os serviços ambientais que recebem de regiões além de suas fronteiras”, como aponta o documento Cidades Regenerativas (PDF).
Concretamente, significa que as cidades devem sua relação com as áreas circundantes, que proporcionam recursos como água, alimentos e matérias-primas. Em vez de extrair e esgotar esses ecossistemas, deveriam enriquecê-los para que possam continuar existindo próximos aos centros urbanos.
O documento nomeia e descreve três modelos de cidade: a “Agrópolis”, um pequeno centro agrícola rodeado de campos de produção de matérias-primas; a “Petrópolis”, cidade moderna centralizada e desligada dos meios de produção, cuja economia se baseia em combustíveis fósseis; e a “Ecópolis”, o ideal que devemos alcançar, onde voltaríamos a nos aproximar dos meios de produção sem deixar de utilizar tecnologias modernas de comunicação, transporte e geração de energias limpas.
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“Petrópolis”: o modelo de cidade no qual vivemos atualmente. ©copyright Herbie Girardet/ Rick Lawrence.
Sem dúvida, essas ideias estão alinhadas a conceitos como a agricultura urbana: um retorno às fontes que provêm o que necessitamos para viver, para entendê-las, respeitá-las e preservá-las, já que quando nos afastamos das origens do que consumimos, não há como entender a importância da preservação.
Apesar de o planejamento de nossas cidades depender de forças que não estão ao nosso alcance, todos podem se unir em prol de atitudes regenerativas. Basta conhecer a forma com que são produzidos os alimentos e objetos que consumimos, respeitando o meio ambiente e reduzindo a dependência de combustíveis fósseis, além de envolver a comunidade e exigir que os líderes políticos sigam esse tipo de tendência.
O estudo completo sobre as Cidades Regenerativas pode ser lido no site do World Future Council (PDF).
Fonte :  TreeHugger

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